A apresentação da Revista MIL nº6 vai ser uma celebração neste sábado, 4 de abril de 2026
Fazemos a cobertura do Festival MIL desde a sua primeira edição, e é um dos eventos que mais apreciamos. Um festival que se distingue por permitir conhecer bandas emergentes de vários países e que, especialmente na última edição, se tornou ainda mais especial: por se realizar na Casa Capitão, conseguimos acompanhar e cobrir todos os concertos de forma mais completa e próxima.
O MIL vai além de ser apenas um festival de música. É também uma convenção com conferências sobre a indústria musical — debates fundamentais, especialmente neste momento em que refletir sobre o futuro da cultura é mais importante do que nunca. E é deste espaço de reflexão contínua que surge a Revista MIL: uma publicação de jornalismo lento, que procura contextualizar o presente sem se deixar levar pela pressa das notícias do dia a dia. Neste sábado, 4 de abril de 2026, vamos lançar o nº 6 na Casa Capitão.
Inspirado pelas discussões iniciadas na Convenção MIL (8–11 de outubro de 2025), o novo número aprofunda temas que atravessam o momento atual: entre a promessa de democratização tecnológica e a crescente pressão do mercado, a criação artística e os espaços culturais enfrentam desafios cada vez mais visíveis — mas continuam a descobrir novas maneiras de se encontrar, criar e participar.
O lançamento será um evento de celebração, espalhado por diferentes áreas da Casa Capitão. O programa começa às 15h, no Terraço, com um concerto de r&b da cantora Mariela, que já se apresentou ao vivo no Festival MIL há alguns meses. Às 16h30, acontece uma conversa com Carolina Franco, Margarida Valença e Miguel Rocha, três dos jornalistas que contribuíram para esta edição, ao lado de Sofia da Palma Rodrigues.
Carolina Franco explora o potencial transformador da música (ou a sua falta), além de abordar ferramentas open source e a democratização do DJing. Margarida Valença analisa temas como cultura e democracia, comunidade e precariedade. Miguel Rocha reflete sobre cultura alternativa, grandes festivais, jornalismo e crítica musical.
Depois desta conversa, voltamos ao Terraço para mais dois concertos. Às 18h, atua Nex Supremo, rapper do Fim do Mundo. Uma hora depois, às 19h, será a vez de Silvino Branca animar a pista com o funaná moderno, especialmente a nova vertente selvagem conhecida como cotxi pó.
No Primeiro Andar, estará aberta durante todo o dia uma exposição da ilustradora Mariana Malhão, autora das ilustrações desta edição da revista.












