Temples entram em órbita com “Bliss”: Um Novo Capítulo de Liberdade Psicadélica Começa com “Jet Stream Heart”

By VoxPop - fevereiro 20, 2026

    Há momentos em que uma banda deixa de olhar para trás e decide simplesmente avançar, sem mapa, sem rede, apenas com a convicção de que o próximo passo pode levá-la a um lugar inesperado. É exatamente aí que encontramos os Temples em “Bliss”, o novo álbum com lançamento marcado para 26 de junho.

    Se os trabalhos anteriores consolidaram a reputação do grupo como arquitectos de um psicadelismo elegante e meticulosamente construído, “Bliss” soa como a libertação desse mesmo ADN, mais físico, mais luminoso, mais imediato. Há uma sensação de movimento constante, como se cada faixa estivesse prestes a descolar da superfície. A própria banda descreve o processo como “pura alegria”, um reencontro criativo onde a regra principal foi não haver regras. Permitir-se largar. Permitir-se mudar. Permitir-se tornar algo familiar em algo completamente novo.

    O primeiro vislumbre desse universo chega com “Jet Stream Heart”, já disponível em todas as plataformas de streaming. A canção entra como um feixe de luz através de uma janela aberta, sintetizadores que cintilam como néon na madrugada, uma batida que pulsa com urgência contida, guitarras que flutuam entre o etéreo e o terreno. É expansiva sem perder foco, hipnótica sem se perder em si mesma. Uma viagem em câmara lenta que, de repente, ganha velocidade de cruzeiro.

    Há algo de cinematográfico em “Bliss”, uma sensação de estrada aberta, de vento no rosto, de transformação iminente. Não é apenas mais álbum, é um estado de espírito. Tal como diz a banda “Este álbum é sobre dar-se permissão para largar, para se mover e para se tornar algo inesperado!” Ao disponibilizar já a pré-venda do vinil, a banda convida os fãs a segurarem este novo capítulo nas mãos e a tornarem física uma experiência que nasce da liberdade.

    Se “Jet Stream Heart” é o primeiro frame, "Bliss" promete ser o filme inteiro, amplo, vibrante e impossível de ignorar.


Texto: Sofia reis

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