O final do ano está quase aí e nós continuamos a reviver com calma os concertos do MIl, se já era um dos nossos festivais preferidos, pelos mais diversos motivos, este ano com a mudança de localização conquistou por completo os nossos corações, pois não deixou de ter vários palcos e várias localizações, porém todas elas relativamente perto, o que para quem está a fotografar e precisa ver os concertos completos para escrever sobre eles, dá imenso jeito.
Hoje deixamos aqui mais um dos nossos concertos preferidos. Se há bandas portuguesas que conseguem transformar presença em força física, os 800 Gondomar estão no topo da lista. Uma das primeiras vezes que os vimos foi no antigo Sabotage, em 2016 ou 2017, quando abriram para os nossos amigos, os The Parrots, de Madrid, já sem o baterista original, Daniel. Na altura, num espaço pequeno e cru, a banda impressionava pela intensidade direta e pelo controlo absoluto do som. No MIL, essa evolução ficou clara, o que faz todo o sentido pois já passaram mil anos e palcos de muitos países.
O palco onde atuaram no MIL não é grande, mas funciona a seu favor: aproxima banda e público, cria contacto direto e faz cada nota vibrar de forma quase física. E, nesta noite, o espaço estava completamente cheio, provavelmente um dos concertos com mais público que vimos no festival. A lotação amplificou a energia, e desde o primeiro riff, os 800 Gondomar mostraram presença total em palco.
A secção rítmica sólida sustentava cada ataque de guitarra, enquanto os vocais surgiam claros e precisos. A banda alternou momentos de peso absoluto com passagens mais densas, criando uma dinâmica que não dava descanso. Cada batida, cada riff e cada pausa transmitiam energia direta ao público, que respondeu em sintonia, com aplausos, movimentos e vibração constantes.
Os 800 Gondomar ocupam o espaço com o som, tornando a experiência intensa e física. O público sentiu cada detalhe: o controlo absoluto da banda sobre a dinâmica, a precisão nos momentos de explosão e a capacidade de transformar cada tema em experiência coletiva.
Mais um concerto que foi para a nossa lista de concertos preferidos neste festival.



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