MEO KALORAMA 2026: A Bela Vista prepara-se para três dias de música, descobertas e grandes momentos

By VoxPop - agosto 16, 2026

 

    Há qualquer coisa de especial na última grande noite de verão, chama-se MEO KALORAMA. O calor começa a baixar, Lisboa fica mais lenta e, na Bela Vista, as luzes acendem-se uma a uma. Durante três dias, entre 28 e 30 de agosto, o MEO KALORAMA volta a transformar o Parque da Bela Vista num ponto de encontro para milhares de pessoas, com música, arte, gastronomia e um cartaz que atravessa diferentes gerações e linguagens.

    Na sexta-feira, 28 de agosto, Robbie Williams assume o papel de anfitrião de uma primeira noite que promete ser uma das mais fortes da edição. Com décadas de carreira e um repertório que atravessou gerações, o artista britânico chega à Bela Vista para um daqueles concertos pensados para grandes multidões. No mesmo dia, os Interpol levam ao festival o seu rock alternativo de Nova Iorque, enquanto Grace Jones, uma das figuras mais singulares da música e da cultura pop, promete um espetáculo à altura do seu estatuto. MARO, Anna von Hausswolff, Melody’s Echo Chamber e Judeline completam uma programação que passa por diferentes universos musicais.

    No sábado, 29 de agosto, o ambiente muda e o hip-hop ganha um dos principais lugares da programação. Ms. Lauryn Hill é o grande nome do dia e traz consigo uma carreira que marcou profundamente o hip-hop, o soul e o R&B. Ao seu lado, Black Star, Vince Staples e Unknown Mortal Orchestra apresentam diferentes gerações e abordagens à música contemporânea. Ravyn Lenae e Bruno Pernadas são outras das propostas a descobrir num dia que cruza nomes incontornáveis com artistas que continuam a expandir as fronteiras dos seus géneros.

    A fechar o festival, no domingo, 30 de agosto, chegam os Deftones. A banda norte-americana continua a ocupar um lugar muito particular no rock alternativo, mantendo uma identidade que atravessa décadas sem perder relevância. Turnstile, uma das bandas que mais tem contribuído para renovar o hardcore, junta-se a Clipse, Freddie Gibbs + The Alchemist, High Vis, Wednesday e Peaches numa noite particularmente forte para quem procura guitarras, hip-hop e música alternativa. A programação inclui ainda vários nomes da música eletrónica portuguesa, como DJ Lycox, DJ Marfox e Nídia.

    Mas o KALORAMA não se esgota nos palcos. Uma parte importante da identidade do festival está também na relação que estabelece com o território onde acontece. A Bela Vista não é apenas o cenário dos concertos, mas um espaço onde existe uma comunidade durante todo o ano. Nesse sentido, o festival tem procurado desenvolver iniciativas que aproximam moradores, estruturas locais e público, criando uma relação mais próxima com quem vive na zona e procurando que a presença do evento possa gerar envolvimento para lá dos três dias de programação.

    A sustentabilidade é outra das dimensões que tem vindo a ganhar espaço na construção do festival. A gestão de resíduos, a redução do desperdício, a mobilidade, a utilização mais consciente dos recursos e a sensibilização do público fazem parte de uma preocupação crescente em torno do impacto ambiental de um evento desta dimensão. A ideia é que um festival possa continuar a crescer e a receber milhares de pessoas sem deixar de pensar no território que ocupa e nas consequências da sua presença.

    Entre um concerto e outro, há ainda espaço para a arte, a gastronomia, a eletrónica e para aquela parte dos festivais que não aparece no alinhamento. São os encontros inesperados, as descobertas de última hora, o artista que não conhecíamos e que acaba por se tornar uma das memórias do fim de semana. É também aí que está uma das forças do KALORAMA: na capacidade de construir uma experiência que não depende apenas dos grandes nomes do cartaz, mas que convida o público a percorrer o recinto e a descobrir aquilo que acontece pelo caminho.

    De 28 a 30 de agosto, Robbie Williams, Ms. Lauryn Hill e Deftones lideram três dias com identidades muito diferentes, mas unidos pela mesma vontade de juntar música, pessoas e cidade. Quando as últimas luzes se apagarem na Bela Vista, fica a sensação familiar dos grandes festivais: a de que durante três dias estivemos noutro lugar, mesmo estando em Lisboa.

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