Festival Emergente Dia 3: Últimas Ondas na Constelação Sonora da BOTA

By VoxPop - janeiro 06, 2026

     

    O terceiro dia do Festival Emergente abriu como um horizonte que se ilumina, prometendo finais grandiosos e memórias que se prolongam. A BOTA, agora familiar e íntima, tornou-se novamente o epicentro de sons, cores e energia, pronta para receber cada banda e cada gesto do público com braços abertos.

 bbb hairdryer deu início ao dia como uma tempestade de som e movimento. Cada acorde explodia no ar como faíscas elétricas, cada riff era uma onda que sacudia a plateia. A energia de Elisabete foi contagiante, mergulhada num mundo muito próprio que lhe assenta na perfeição, tornando-a ainda mais cativante. O público deixou-se envolver, dançando e vibrando em sintonia, sentindo cada batida percorrer o corpo e marcando o início de um dia memorável.

    Falcona subiu ao palco acompanhada por um amigo, que além de criar beats envolventes, também cantava e interagia com o público de forma simpática, arrancando sorrisos e participando ativamente da atmosfera. Ambos cantavam com aquele efeito ligeiramente distorcido na voz, numa apresentação com intenção sensual e provocadora, que transformou o concerto numa experiência envolvente.

    Beatriz Madruga conquistou o público com a sua guitarra elétrica e acústica, conduzindo cada música com intensidade e sensibilidade. Cada acorde parecia desenhar paisagens sonoras próprias, criando atmosferas que iam do íntimo ao expansivo. Avisou no final da segunda música que escusam de esperar que ela começasse a cantar, porque não canta, foi adorável. Ela não canta palavras mas da sua música saem muitas emoções. A sua presença em palco, concentrada e envolvente, transformou a música num diálogo direto com o público, deixando marcas subtis mas profundas no ambiente do festival.

    Adoro Protocolo impressionou com uma apresentação entre extremos, alternando momentos de intensidade e pausa com naturalidade. A banda destacou-se pela letrista incrível e, sem dúvida, pelo saxofone, que se tornou o epicentro da sua sonoridade. Cada nota do instrumento parecia dialogar com as letras, amplificando a emoção e transformando cada música numa experiência completa, impossível de esquecer.

    Parque Império esteve à altura das nossas expectativas, com uma performance profissional e sólida que deixou o público completamente envolvido. As suas letras incríveis, combinadas com uma energia bombástica, tornaram o concerto memorável. Cada música parecia preencher a sala com vibração e presença, confirmando a sua posição entre as bandas mais aguardadas do festival.

    Máquina fecharam o festival com a habitual maestria. Com uma composição diferente da original, atuaram com outro baixista, , que na verdade já é próximo da banda há imenso tempo. Trouxe uma energia fresca, diferente mas igualmente contagiante. Muitas caras conhecidas do nosso meio marcaram a sua presença apenas pouco tempo antes deles iniciarem o concerto, confirmando que só foram lá por eles e isto confirma a importância e carisma da banda. O calor e a densidade da plateia tornaram impossível permanecer no centro, mas o som que nos chegou foi suficiente para sentir a grandiosidade do concerto: a banda foi, como sempre, maravilhosa. Foi o primeiro concerto deles que  não conseguimos usufruir de uma forma mais física, mas muitos conseguiram e já foi muito bom.

    Ao longo dos três dias, o Rui da BOTA mostrou uma presença crucial no bom funcionamento de cada concerto, e é impossível não salientar o respeito e o envolvimento de toda a equipa do festival. Eles fazem toda a diferença, fazendo os músicos sentir-se em casa e com um verdadeiro sentido de pertença. Espaços assim valem ouro, e a dedicação da BOTA transformou o festival num lugar de acolhimento e magia. Parabéns à BOTA e a toda a equipa.

    O terceiro dia do Festival Emergente foi um fecho épico da constelação sonora, cada banda uma estrela que iluminou a BOTA com cores, energia e emoção únicas. Cada acorde, cada gesto, cada interação e cada batida deixou memórias que continuam a pulsar muito depois do último som, temos a certeza de que estes três dias de música permanecerão nos corações de todos.

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