Escárnio lança “Dia dos Mortos”: punk, glam e poesia que corta até aos ossos
No dia 31 de outubro, a banda lisboeta Escárnio revelou os dois singles do EP “Dia dos Mortos” — “Faça e Queijo” e “A Espelho Meu” — reafirmando-se como uma presença única na cena alternativa portuguesa. O som da banda é uma mistura explosiva de fúria punk e elegância glam, um rock direto e cru que combina energia, atitude e mensagem sem nunca perder autenticidade.
No centro deste fogo está Violeta Luz, cuja poesia cantada é das mais intensas e sinceras que se ouvem atualmente no punk rock feminino. Cada letra é um desabafo, um confronto com os seus próprios demónios, carregada de resistência feminina, introspecção e afirmação pessoal. É impossível ouvir as suas vozes sem sentir cada palavra atravessar-te, como se a banda estivesse a arrancar-te do sofá e a colocar-te no meio do palco.
A banda completa o quadro com os riffs e coros de Pedro Treno, guitarras e harmonias de André Amado e a bateria pulsante de Alexandre Bandola. Gravado, misturado e masterizado por André Isidro, o resultado é um som intenso, honesto e cativante, que te prende do primeiro ao último segundo.
Mesmo com apenas dois singles, “Dia dos Mortos” mostra que Escárnio não está aqui para fazer rock por fazer: cada acorde, cada palavra e cada batida é uma declaração de força, atitude e verdade. É punk rock feminino com presença, identidade e coração, e uma prova de que Violeta e a sua banda estão entre as vozes mais firmes e genuínas da música alternativa portuguesa de hoje.

0 comments