Nascidos em Almada, em julho de 2025, os PEIXARANHA são o reencontro de quatro músicos que partilham mais de 25 anos de história. Um regresso aos instrumentos que não acontece por nostalgia, mas pela necessidade de voltar a fazer barulho e, sobretudo, de ter algo a dizer.
A sua sonoridade constrói-se a partir de guitarras abrasivas, texturas densas e influências de hip-hop, num território onde o peso, a tensão e o groove coexistem sem concessões. Entre explosões de agressividade, ambientes sufocantes e ritmos hipnóticos, a música dos PEIXARANHA tanto confronta como absorve. Não procura conforto nem respostas fáceis.
A banda reúne quatro nomes com percursos profundamente ligados ao underground português: Paulo Ventura (Last Hope, Pestox, FP, Aheadpain, Ruthless Breed e Campo Minado), Hugo Frazão (Human Choice e Aheadpain), Ricardo Milho (Hate Machine, Funeral Party, Aheadpain, Crab Slackers e Living Dead Act) e Paulo Cercas (Veteranos MSHC, Utopia e Campo Minado).
Mais do que um projeto musical, os PEIXARANHA são uma resposta ao contexto em que existem. Perante a normalização do discurso de ódio, a banalização da violência e uma sociedade cada vez mais confortável com a indiferença, permanecer em silêncio deixou de ser uma possibilidade. A revolta atravessa as canções, mas não se esgota nela: existe também uma ideia de responsabilidade colectiva, de consciência e de resistência.
Para os PEIXARANHA, a música não está separada da realidade. É inevitavelmente política porque o tempo em que vivemos também o é. E não tomar posição é, por si só, uma posição.
Em maio de 2026, a banda apresentou o seu primeiro registo, AGORA PENSA, um EP de cinco faixas que materializa esta urgência sonora e ideológica.

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