O Sonic Blast Fest está de volta e, desta vez, não veio anunciar: veio aterrar de punho cerrado. A edição de 2026, marcada para 6 a 8 de agosto na lendária Praia da Duna dos Caldeirões, em Âncora, abriu as hostilidades com 22 bandas que prometem empurrar o Atlântico alguns metros para trás.
O primeiro impacto traz nomes como Turbonegro, High on Fire, Deafheaven, Chat Pile, Midnight, Kylesa, Conan, Dead Meadow e The Casualties, acompanhados por uma força-tarefa sonora que vai do psych ao punk, do doom ao groove: Levitation Room, Elder, Snapped Ankles, N8noface, Adult., Necrot, Early Moods, Margarita Witch Cult, Primitive Ring, Hög, Goya, Ungraven e Frankie and The Witch Fingers.
Os Turbonegro regressam finalmente a Portugal, agora com Tony Sylvester ao leme, para uma descarga de deathpunk hedonista que transforma qualquer recinto numa celebração de caos organizado. Os High on Fire, comandados pelo xamã do riff Matt Pike, voltam com o seu stoner-sludge de dimensão continental. E os Deafheaven, pela primeira vez no Sonic Blast, vão testar a resistência emocional do público com a sua alquimia entre shoegaze, black metal e luz ofuscante em plena escuridão. Já os Chat Pile chegam para nos lembrar que o verdadeiro terror moderno não está em filmes, está nos riffs e nas letras deles.
O resto do cartaz mostra porque o Sonic Blast se tornou culto: Midnight trazem celebração blasfema, Levitation Room acende o psych solarengo, Elder e Snapped Ankles voltam para explorar dimensões paralelas, Dead Meadow continuam a liderar a viagem psicotrópica e The Casualties renovam o pacto eterno do punk old-school. Os Kylesa, reativados e com sangue novo a correr nas veias, prometem um dos regressos mais intensos da edição. Pelo caminho, N8noface e Adult. puxam o festival para a eletro-subversão.
Para quem procura peso até o chão ceder, há munição suficiente: o doom arrastado e esmagador dos Conan, o death metal sem filtros dos Necrot e toda a vaga setentista de fuzz e groove trazida por Early Moods, Margarita Witch Cult, Primitive Ring, Hög e Goya. A fechar o carrossel psicadélico mais intenso da costa portuguesa, surgem Ungraven e Frankie and The Witch Fingers.
Organizado pela Garboyl Lives, o Sonic Blast é mais do que um festival: é uma peregrinação sónica com praia, rio, pinhal, calor, amigos, estrondo e aquela sensação de que o mundo fica suspenso durante três dias. O warm up acontece a 5 de agosto.
Os passes gerais já estão à venda por 100 € na BOL, depois dos bilhetes early bird terem esgotado num ápice.
Em 2024, o festival ultrapassou as 16.500 pessoas nos três dias (mais cerca de 3.000 no warm up). Tudo indica que 2026 vai escrever mais um capítulo estrondoso da saga.

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